Two world one heart
"Tenho aprendido com o tempo que a felicidade vibra na frequência das coisas mais simples. Que o que amacia a vida, acende o riso, convida a alma pra brincar, são essas imensas coisas pequeninas bordadas com fios de luz no tecido áspero do cotidiano."

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floralls:

(by )**sarah**()

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"Mas eu só
queria te dizer,
que o teu sorriso
faz do meu mundo
um lugar melhor." — Laureane Antunes.  (via dream-of-april)
"Guardo teu choro como deus guardou os céus pros salvos - aqueles, condecorados, coroados, permanecidos, valentes na fé, que enfrentaram as asperezas do mundo e não sucumbiram ao desejo de alimentarem sua carne. Guardo teu choro, à noite, como as mães sertanejas guardam em seus seios a água que brota dos lençóis freáticos escondidos debaixo das terras secas e férteis dos agrestes, mães que colocam em suas cabeças alguns baldes e carregam-nos por horas até deixá-los na boca de seus filhos. Foram assim, os dias. Estes tais em que tive de dividir sua dor com uma parte que eu não sabia que existia. Quando chovia forte e, da vista do apartamento, só encontrava-se mistério e desencantamento e, agarrado às suas costas, eu fazia com que o soluço não te engasgasse. Sei que não engasgou, e sei também que o choro não queimou sua boca como queimou minha boca e por muito tempo eu não verbalizei porque, ferido, e jogado e estendido no tapete, não tivera força para reverberar. Guardo teus choros de um homem que, ali, era menino e que, ali, além de menino, era força desfazendo e tornando-se fragilidade e gratidão; e, guardado, trago comigo a lembrança dos dias em que te tive mas você não era meu. Guardo teu choro como jesus guardou seu suspiro, o seu último, para antes-da-morte na cruz, como se a corda do violino gritasse e ninguém chorasse, como se as televisões retrocedessem e de repente não tivessem mais cor alguma, personagem algum, fantoche jamais. Guardo, todos os dias da minha existência desde que você fechou as janelas das sacadas e bateu a porta dizendo nunca mais, a lembrança dos ecos gritantes que penetravam meus ouvidos e me faziam chorar, e gritar, e querer suicídio - não porque somos egoístas demais quando pensamos na ideia de., mas acontece que não é suportável não poder resgatar anjos de abismos e vê-los rasgar suas asas, debatendo-se, é pior do que qualquer garrafa de vódca cortando o pulso, a derme fina dos braços, as veias roxas, algumas verdes, outras imperceptíveis, os tecidos, o coração -, e querer, mais do que isso, te segurar e levar pro céu, para o coração de deus, do pai, daquele, que em hipótese, poderia te curar, aliviar a ferida aberta e a boca espumada e pasma e seca e fria. Guardo, meu amor, teu choro porque ele ainda ecoa antes que eu durma e caia em esquecimento, antes mesmo de me remexer e olhar o teto branco, antes mesmo de lembrar-me quem sou eu, antes de nascer a estrela e o dia se fazer presente; ecoa sim, como mares oceanos furacões securas e todos os textos, todos os mantras carmas desejos, ilícitos, indefinidos. Guardo teu choro como quem faz uma oração, como quem recebe uma benção, como quem é perdoado de um pecado e, alimentado pela vontade de se redimir, escolhe ser diferente - não por outra coisa a não ser por si próprio. Guardo teus choros como músicas que cantei quando mais moço, deitado em outras camas, com outros caras, em outras eras; e guardo-as com o temor de que, se você voltar a abrir as portas, cantarei para você. Alguma letra que diz assim “i wish i could believe you then i’ll be alright” e então você abraçaria e pediria perdão. Mas não. Então eu vou guardando teu choro como os anjos guardam a música pro momento certo de tocar: trompetes, clarinetes, harpas, flautas doces, acordeons. E guardo, como quem sente sede mas não se sacia e, desesperado, bebe do próprio ócio, da própria ausência, do que ficou no espaço e não voltou a ser. Te dissipo, te desmascaro, te chamo de meu. Guardo teu eco, teu choro, tuas lágrimas de dionísio, de apólo, de marte, de sartre, de teus olhos reluzentes seduzidos e manhosos; tristes, feridos, e tão meus que quase pulam mas que não possuo. Guardo teu choro como aquela vez que o soluço veio, e o engasgo matou nós dois e não feriu ninguém." — Floresinexatas. (via floresinexatas)

"Vamos, me deixe abraçar você,
Tocar você,
Sentir você,
Sempre
Beijar você,
Provar você
A noite inteira
Sempre." — Blink 182 (via poetizador)
kenzielaughs:

⭐cute indie/gypsy blawg⭐

kenzielaughs:

⭐cute indie/gypsy blawg⭐

"Um guerreiro se faz com uma parte coragem, três partes loucura." — Eragon (via livrariapessoal)

Toda mulher é uma puta. Inclusive a sua mãe. Toda mulher é uma puta. Inclusive a sua. Toda mulher é uma puta. Inclusive. Toda mulher é uma puta, até que se prove o contrário. Toda mulher é uma puta e cobra barato. Toda mulher é uma puta e tem seu valor. Toda mulher é uma puta e merece respeito. Toda mulher é uma puta, graças a Deus.

Toda mulher é uma puta. Quando dá na primeira noite. Quando não dá no primeiro encontro. Quando dá o cu. E quando não dá também. Toda mulher é uma puta se posa pelada. Se sai de sainha. Se sai sem calcinha. Toda mulher é uma puta quando finge o orgasmo. Quando cospe. E quando engole também. Toda mulher é uma puta chupando buceta.

Toda mulher é uma puta maldita quando fecha as pernas pra você. Toda mulher é uma puta desbocada quando fala palavrão. Atrevida quando te desafia. Sem-vergonha quando dá mole, quando dá de quatro, quando dá motivo. Quando apanha. Calada. E quando apanha. Gritando. E quando denuncia. Quando enfrenta. Quando reage. Puta mãe solteira. Quando faz um aborto, quando tira o útero. Quando joga a criança no lixo. Puta.

Toda mulher é uma puta se senta de perna aberta, se peida, se arrota, se coça o saco. Quando ganha mais que você. Quando é mais inteligente, mais sexy, mais bem sucedida, mais vivida e mais gostosa que você. Toda mulher é uma puta quando manda em você. Toda mulher é uma puta quando come mais mulher que você.

Toda mulher é uma puta mesmo sendo um cara. Mesmo se tiver barba e bigode, um pau enorme e pentelhos grossos. Seu vizinho e seu irmão. Toda mulher é uma puta se for o seu zelador. Todos somos umas putas quando estamos. Amargos, cansados, famintos, angustiados, magoados, desenganados. E quando temos dor de barriga. E quando pisamos no calo de alguém. Quando tudo dá errado. E na vitória, somos putas. E ganhando na megasena. Putas!

Então somos todos umas putinhas arrombadas no inferno e nos restaurantes fast-food. No alto do Himalaia e rodando bolsinha na alça de acesso da Marginal. Afinal puta que é puta não conhece fronteira, moral nem contra-mão. Puta que é puta não pede perdão. Nem permissão. Puta que é puta paga sua própria fiança. E sabe os filhos que tem.



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